Gosto

O jornalista cultural sempre assumiu, através da crítica ou da própria selecção dos temas culturais, um papel essencial na formação do “gosto” cultural.

Essa formação do “gosto” está hoje intrinsecamente ligada à cultura como bem, devido, em grande parte, às máquinas de marketing bem oleadas das indústrias culturais e à chamada “cultura de serviço”.

Nesta proliferação do “gosto” (veja isto, ouça aquilo, experimente isto) sai enfraquecida a posição do jornalista como legitimador.
Se, antes, essa posição era suportada pela crítica consistente e contextualizada, hoje abundam peças jornalísticas, não assinadas, com sugestões que incitam à acção, sem, na verdade, sabermos muito bem “quem” sugere – o jornalista, o meio ou o anunciante.