Correio da Manhã

Correio da Manhã
O Correio da Manhã iniciou a sua publicação em 19 de março de 1979, fundado por Vitor Direito. É um j
ornal diário, de cariz popular, com a maior tiragem em Portugal.
Tem uma revista generalista (sobretudo ligada a temas da TV), desde 1981.
Entre 2000 e 20007, João Marcelino (antigo director do desportivo Record) foi o Director. Desde Fevereiro de 2007 é dirigido por Octávio Ribeiro.
Ao longo da década não tem nenhum suplemento de cultura e só em 2008 iniciou a secção Cultura & Espectáculos. Os temas tratados referem-se às actividades culturais mais próximas da cultura popular, sejam os temas ligados a figuras da televisão, do cinema blockbuster e da música popular. Os autores mais destacados tendem a coincidir com aqueles que possuem grande visibilidade na televisão.
Os géneros jornalísticos mais frequentes são a notícia e a notícia com desenvolvimento.
São raras ou mesmo inexistentes as peças de crítica, de entrevista ou de análise, comentário ou ensaio.
A linguagem é opinativa e muito povoada de clichés — ditos populares ou tom proverbial—remetendo a cultura para um mundo à parte, um mundo de fantasia ou até infantilizado.
Os conflitos, as polémicas, os desvios, os óbitos, os prémios, as comemorações fazem habitualmente as raras manchetes dedicadas à cultura.
O Correio da Manhã é o único jornal que traz para a 1ª página com grande frequência os temas mais tradicionais da cultura popular: cultura religiosa — procissões e celebrações pagãs por todo país —, cultura folclórica — feiras, festas e romarias; cultura tradicional portuguesa, como por exemplo as touradas.
Este universo de cultura popular e tradicional — festiva ou religiosa — é, praticamente, um exclusivo do Correio da Manhã, apenas partilhado com o Jornal de Notícias.
Os textos não são assinados até 2007-2008.  O anonimato dos textos, a ausência de autoria — tão característica do jornalismo cultural — retira às peças o valor de uma interpretação, a vinculação de um determinado jornalista, criando, por um lado um efeito de naturalização do discurso (como se não fosse escrito por ninguém) e a indiferença dos pontos de vista.
Na 1ª página do Correio da Manhã são notícia frequente os óbitos de autores, actores, músicos e outras figuras do campo cultural, sobretudo aqueles que se enquadram no universo das áreas mais noticiadas pelo jornal.

 

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