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Diário de Notícias

O mais antigo jornal diário (fundado em 1864) atravessa a década 2000-2010 com grandes perturbações e alterações: de propriedade, de direcção, até de orientação editorial, derivando aos poucos para um jornal cada vez mais popular, tanto pelos temas como pela linguagem.
No ano 2000, o Diário de Notícias é dirigido pelo histórico Mário Bettencourt Resendes e assim até 2004, ano em que inicia um ciclo de instabilidade com mudança de direcções todos os anos e consequentes mudanças na orientação editorial que se reflectem, necessariamente no tratamento dos temas de cultura.
Os directores: em 2004 Fernando Lima, em 2005 Miguel Coutinho, em 2006 António José Teixeira que ficou até 2007, e desde então João Marcelino que é actualmente o director. (João Marcelino tinha sido director do jornal desportivo Record e depois do Correio da Manhã).
A estas mudanças correspondem alterações tanto nas notícias de cultura na 1ª Página como nos suplementos de cultura:
- diminui o número de notícias de temas de cultura na primeira página;
- mudam os temas tratados e a linguagem, com maior incidência para notícias relacionadas com eventos mais populares, como música, cinema e notícias relacionadas com figuras da televisão;
- e, o mais significativo, entre 2008 e 2012 deixa de haver suplemento de cultura.
A habitual secção diária de cultura, designada “Artes” manteve-se ao longo da década, no corpo do jornal, com duas ou mais páginas.
Quanto aos suplementos, em Janeiro de 2006 terminam o DNA e DNMúsica e é lançada a revista 6ª. Com mais de 50 páginas, trata temas de cultura, com destaque para a música e cinema. Os géneros jornalisticos mais frequentes são a entrevista, a crítica, a reportagem e a crítica de livros e de filmes.
Com o fim da revista 6ª, em 2008, o Diário de Notícias esteve um período de quatro anos sem qualquer suplemento cultural.

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