Expresso

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O Expresso é, desde 1973, o semanário mais lido em Portugal.Ao longo dos seus 40 anos, as notícias de cultura sempre estiveram presentes nas suas páginas, embora de formas diferentes ao longo do tempo.

Em 1980, o Expresso fazia história ao criar a Revista, onde se incluía o Cartaz.

A Revista era o suplemento de reportagem e de actualidade cultural, dedicada à literatura, às artes, ao cinema, à música, ao teatro, etc.

Como parte integrante da Revista, o Cartaz era uma agenda de actividades para a semana. Incluía a programação de cinema nas salas do país, as recensões e críticas dos livros recentemente publicados, as crónicas dos colaboradores externos, como por exemplo Eduardo Prado Coelho e Augusto M. Seabra, que aí escreviam desde os anos de 1980.

É no final da década de 80 que o Cartaz se torna um caderno independente, exclusivamente dedicado às notícias sobre Cultura e assim se mantém até 2003, ano em que é substituído pelo Actual.

O Expresso é, até 1990, — ano em que é fundado o Público — o grande jornal fazedor de opinião crítica sobre o campo cultural: da literatura às artes plásticas, ao cinema, dança, teatro. Alguns  críticos do Expresso assumiram mais tarde funções de curadores, directores de colecções, directores de museus, programadores de festivais,  consultores editoriais, entre outras funções no campo cultural.

Devido à sua organização em cadernos autónomos, o Expresso é um semanário com três  linhas fundamentais: a Política, a Economia e a Cultura.

Esta autonomia confirma-se nos cadernos, na revista e no suplemento, e por isso avaliar a 1ª Página do Expresso é, desde logo um desafio, porque a 1ª Página do 1ª Caderno, se refere mais ao 1ª Caderno do que ao todo do jornal, não sendo por isso uma típica 1ª Pagina. No entanto, é frequente encontrar chamadas de capa ou notas remissivas para os suplementos, designadamente para o suplemento cultural.

A autonomia dos vários corpos do Expresso faz com que a linha editorial de cada um se afirme. A 1ª Página do 1º Caderno impõe o seu ponto de vista, eminentemente sobre política, aos assuntos que destaca. Damos como exemplo o facto de terem sido noticiados na 1ª Página a peça de teatro escrita por Freitas do Amaral ou  o facto de ter merecido destaque a crítica de Maria José Nogueira Pinto ao filme “Magnólia”.

Devido a estas características editoriais , a 1ª Página do Expresso não dá conta do verdadeiro peso da Cultura na totalidade do jornal  e torna-se, assim, um filtro demasiado opaco para uma avaliação justa e criteriosa.

Expresso CARTAZ 2002

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