Fotografias nas chamadas de primeira página

No dispositivo de visibilidade da primeira página, a cultura está sobretudo nas chamadas de primeira página com fotografia. Isso é mais evidente em 2010, onde as chamadas de primeira página com fotografia rondam os 70% (222 chamadas com fotografia em 320 chamadas).
Em 2000 a proporção de chamadas de primeira página com e sem fotografia era mais ou menos metade (50,3% das chamadas eram acompanhadas por fotografia).
Significa que se tornou prática frequente acompanhar estas chamadas com imagens fotográficas, já que em 2010, apenas cerca de 30% das chamadas não têm fotografia.
Outra forma de ver esta questão é olhar para o total de imagens fotográficas da primeira página: 518 em 2000 e 455 em 2010. Destas, cerca de 42% estavam nas chamadas de primeira página em 2000, valor que ascende a perto de 49% em 2010. Ou seja, praticamente metade das fotografias publicadas nas primeiras páginas dos jornais estudados vão parar às chamadas de primeira página.

REMISSÃO PARA SUPLEMENTOS: SEGUNDO TIPO DE DESTAQUE FOTOGRÁFICO
A cultura está também nas remissões para suplemento, que constituem o segundo tipo de destaque em ambos os anos que estamos a comparar. É, por isso, sem surpresas que verificamos que em 2010 apenas 74 remissões para suplemento não se fazem acompanhar de fotografia (cerca de 32%). O mesmo é dizer que em 67,5% dos casos, as remissões para suplemento surgem com fotografias.
As remissões para suplementos são o segundo tipo de destaque ao qual as fotografias se associam. Em 2010, cerca de 34% do total das fotografias da primeira página (455 em 2010) estão nas remissões para suplemento.

SE É MANCHETE TEM FOTOGRAFIA
As manchetes sobre assuntos culturais diminuíram significativamente quando comparamos o ano 2000 com o de 2010, nas seis publicações do estudo. Existiram menos 66 manchetes.
Mas, pela própria lógica da manchete a maioria tem fotografia. No ano 2000, foram 33 as manchetes sem fotografia. Algo que se tornou cada vez mais improvável em 2010, onde apenas 12 manchetes não mereceram destaque fotográfico.
Em percentagens, isto significa afirmar que em 2000, 78,4% das manchetes mereceram destaque fotográfico. Valor que sobe para os 86,2% de manchetes fotográficas, em 2010.

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