Jornalismo cultural e jornalismo Lifestyle

Tal como é complexo definir “cultura”, também não é unânime a definição de jornalismo cultural, que foi evoluindo paralelamente ao da cultura. Grande parte dos teóricos contemporâneos baseia-se na definição dada por Jorge Rivera no livro “Periodismo Cultural” (2003: 19): jornalismo cultural é “uma zona muito complexa e heterogénea de meios, géneros e produtos que abordam com objectivos criativos, reprodutivos e informativos os terrenos das belas-artes, as ‘belas-letras’, as correntes de pensamento, as ciências sociais e humanas, a chamada cultura popular e muitos outros aspectos que têm a ver com produção, circulação e consumo de bens simbólicos, sem importar a sua origem e o seu destino”.
Uma corrente mais contemporânea, na qual se integram Nate Kristensen e Unni From, por exemplo, vai mais longe afirmando que, hoje, o jornalismo cultural é um “contínuo entre arte, cultura popular, lifestyle e consumo” (2010).

Jornalismo de lifestyle

O jornalismo de lifestyle tem vindo a ganhar protagonismo nos media, através da proliferação da fórmula “Time Out” pelos restantes meios. Até há pouco tempo arredado dos estudos do media, vários investigadores têm vindo a debruçar-se sobre esta área. Um dos mais activos é o australiano Folker Hanusch, que define jornalismo de lifestyle como aquele que “aborda o público como consumidor, fornecendo-lhes informações factuais e conselhos, muitas vezes em formas de entretenimento, sobre bens e serviços que podem usar no seu dia-a-dia” (2012:1).

Referências

Kristensen, N.  (2010). The historical transformation of cultural journalism. Northern Lights, 8, 69-92. doi:10.1386/nl.8.69.

Rivera, Jorge B. (2003). El periodismo cultural. Buenos Aires: Paidós.

Hanusch, F. (2012) Broadening the focus. Journalism Practice, v. 6, 1, 2-11.

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