Programa Conferência – O lugar da cultura no jornalismo contemporâneo

22 de Maio de 2014
FCSH, Edifício I&D, sala multiusos 4

PROGRAMA

9.30h – 10.00h: Mesa de abertura
Coordenadora do projecto - Carla Baptista
Presidente do CIMJ – Estrela Serrano
Director da FCSH – João Costa

10.00h – 10h30: Conferência de abertura
– 
Das indústrias culturais às indústrias criativas
Conferencista: Enrique Bustamante (Universidade Complutense de Madrid) - Bio

 10.30h-10.45h: Coffee Break

10.45h-12h30: Painel I

As grandes tendências do jornalismo cultural e o enquadramento mediático das questões culturais  (Moderação de Maria João Centeno/ESCS e CIMJ)

 Carla Batista (FCSH/CIMJ): Jornalismo cultural em Portugal: análise de uma década de cobertura jornalística
A comunicação analisa os resultados do projecto “Cultura na Primeira Página”, identificando as principais tendências de cobertura do jornalismo cultural em Portugal entre 2000 e 2010 e reflectindo as sobre alterações registadas, nomeadamente: diminuição das notícias sobre cultura, decréscimo da crítica especializada, redução do leque de temas e áreas artísticas mais susceptíveis de atrair a atenção dos jornalistas e invisibilidade  das questões relacionadas com política cultural e economia da cultura.

Dora Santos Silva (FCSH/CIMJ): A dimensão performativa do jornalismo cultural – reflexões em torno do roteiro e da review
A dimensão performativa do jornalismo cultural foi já abordada por diversos autores. Nos últimos anos, a crescente presença de dois “novos” géneros jornalísticos híbridos na secção de cultura dos media portugueses  o roteiro e a review  obriga-nos a ter uma nova abordagem desta dimensão, que norteia hoje, tão visivelmente, o “gosto” dos leitores.

Teresa Mendes Flores (Universidade Lusófona/CIMJ): As imagens da cultura: tendências do fotojornalismo e da ilustração na primeira década do século XXI
Partindo de dados sobre o número de imagens publicadas na primeira página dos jornais portugueses entre 2000 e 2010, o seu referente, as áreas artísticas que mais são fotografadas, os géneros jornalísticos que mais se fazem acompanhar de imagens e os que menos as usam; a origem das imagens, entre a produção própria  e as provenientes das agências de comunicação, tentaremos traçar um perfil da relação do jornalismo cultural com o campo da imagem, no contexto da cultura visual contemporânea.
Como poderemos pensar, perante os dados empíricos do projecto, a abordagem teórica de Walter Benjamin no seu ensaio de 1936 sobre a reprodutibilidade da obra de arte? Que pistas podemos recolher sobre a relação entre a imagem das obras e o seu percurso de legitimação, onde também se joga o papel do jornalismo cultural?

Mário Vieira de Carvalho (FCSH/ CESEM) - Bio : Sobre a visibilidade da cultura e das artes no contexto mediático e social português

- Debate

13.00h – 14.30h – Almoço (Bar do edifício I&D)

14h30 – 16h30: Painel II

Jornalismo Cultural – Entre o crescimento da divulgação e da promoção de eventos culturais e a diminuição do espaço da crítica (Moderação de Carla Baptista)

 João Barrento (FCSH/ Espaço Llansol) - BioLugar e papel dos intelectuais e dos críticos na sociedade contemporânea

- Marisa Torres da Silva (FCSH/CIMJ): O estilo informativo e as práticas discursivas dos jornalistas na área da música
Pretende-se  verificar até que ponto as convenções decorrentes da consolidação do jornalismo moderno – separação entre factos e opinião, equilíbrio, obliteração da “voz” do jornalista, entre outras – estão presentes em peças de cariz informativo sobre música, seleccionando como corpus quatro jornais diários portugueses, durante os anos de 2000 e 2010, e mobilizando algumas categorias utilizadas pela análise crítica do discurso, metodologia de caráter qualitativo. Será que podemos falar, além de um “jornalês”, de um “culturês”?

Celiana Azevedo (FCSH-CIMJ): Contributos para uma definição das funções do jornalista de cultura a partir de um estudo de caso do jornal Diário de Notícias
Falaremos sobre o papel do jornalista de cultura enquanto especialista que medeia entre dois campos: a arte e o jornalismo. Abordaremos como a cobertura jornalística, através dos géneros jornalísticos, especialmente a crítica, foi tratada no Diário de Notícias nos anos 2000 e 2010.

- Nuno Galopim (Jornalista,  editor de cultura do Diário de Notícias) - Bio : Experiência e função de crítico musical e editor de cultura no DN

Debate

16.30 – 16.45h – Intervalo

16h45-18.30h – Painel III

Cultura e mediatização: a relação do jornalismo com as instituições e com os mediadores culturais (Moderação de Maria Teresa Flores) 

Miguel Lobo Antunes (Culturgest) - Bio : Experiência na função de programação da Culturgest e relação da instituição com os media e a sociedade

Maria João Centeno (ESCS/CIMJ): Reflexão sobre a cobertura às Capitais Europeias da Cultura –  uma comparação entre Porto 2001 e Guimarães 2012
A comunicação vai explicitar como a cobertura jornalística às Capitais Europeias da Cultura ‘ se tem desviado da divulgação da programação dos eventos para a sugestão de roteiros de visita e pouco ou nada questiona o papel que as cidades, ao promover iniciativas deste tipo, têm enquanto lugares de inovação.
A imprensa constitui-se como fundamental à promoção das cidades enquanto destinos culturais/turísticos e pode-se estar a transformar o jornalista da área da cultura em agente de promoção não tanto cultural mas turística.

Helena Vieira (CIMJ) : O domínio do “Autor” no jornalismo cultural
Os escritores, os músicos, os cineastas, e os actores são os grandes protagonistas do noticiário de cultura e das páginas de crítica dos suplementos culturais nos jornais. Uma tendência que se acentua com o avançar da década e que se traduz, por exemplo, no facto de encontrarmos sumários de suplementos culturais que são verdadeiras listas de nomes próprios.
O centramento na figura dos “autores” e intérpretes, em detrimento da crítica das obras e da análise dos processos e condições de criação/produção constitui um elemento-chave para a construção de um imaginário mitológico e iconográfico, com a sua galeria de “estrelas”. Em plena era das indústrias culturais e após as teorias da “morte do autor,” (Michele Foucault e Walter Benjamim), como poderemos compreender a sua ressurreição nas páginas de actualidade cultural ?

Augusto M. Seabra  - Bio (Programador e crítico de cinema): O lugar do especialista no contexto do jornalismo cultural actual – impressões do jornalismo cultural em Portugal

Debate

19h – Encerramento

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