Público

Público entre 200-2010

O Público é, ao longo da década, o jornal com mais notícias de cultura na 1ª página, com mais páginas diárias de cultura e com mais suplementos culturais.

No início de 2000 (e até Novembro), o Público tem três suplementos específicos dedicados à cultura: Artes, Sons e Leituras.
Os temas de cultura têm uma presença regular na 1ª Página do jornal e muitas vezes são a manchete. São garantidas as remissões para os suplementos semanais, no seus dias de saída, mas também notas de capa e manchetes de temas da secção de cultura, onde diariamente publica entre duas a quatro páginas que acolhem as notícias de cultura.

Podemos afirmar que a cultura é um tema estratégico na definição editorial do Público e disso são sinal evidente as frequentes participações de escritores, poetas, cineastas, filósofos, etc.

Tomemos como exemplo da importância dada à cultura o facto de o jornal ter convidado 20 escritores europeus para escreverem num caderno especial dedicado ao início do novo milénio, na edição de 1 de Janeiro do ano 2000. Em Novembro de 2000 há uma reorganização dos suplementos culturais: Os suplementos Artes e Leituras dão lugar ao novo Milfolhas e o suplemento Sons ganha um novo fôlego quando passa a ser Ypsilon.

Com uma editoria e uma redacção própria para cada suplemento, o Público é o jornal com mais colaboradores externos, ligado ao campo cultural, seja através de colunas e crónicas fixas, seja em depoimentos ou comentários a factos da actualidade. Entre os seus colaboradores regulares encontramos as grandes personalidades da vida cultural, seja da artes, da universidade, do cinema, da música, do teatro ou da programação cultural.

Em 2007, ainda com o director José Manuel Fernandes, o Público altera a sua estratégia editorial terminando as secções fixas e agrupando o jornal em grandes temas. A cultura passa a surgir em qualquer parte do jornal, sem localização fixa. O novo suplemento diário P2 que acolhe os temas diários de cultura, entre outros.

Em 2009, o Público recupera a sua secção fixa de Cultura, com três a quatro páginas diárias. Quando em 2007 terminam os suplementos Milfolhas  e Y e dão lugar a um único suplemento de Cultura – o Ipsilon, temas que caracterizavam esse suplemento como a literatura, o teatro, a dança, a fotografia, a arquitectura ou as artes plásticas perdem espaço e destaque, cedendo à música e ao cinema que são os temas de cultura mais tratados em todos os jornais em 2010.

Apesar das mudanças verificadas (em 2000 o Público tinha três suplementos de cultura e em 2010 tem apenas um) no final da década, a cultura continua a ser fundamental na linha editorial do Público.

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